O «Reino Unido escolheu juntar-se à invasão do Iraque antes de esgotar as opções pacíficas para um desarmamento», concluiu orelatório da comissão Chilcot, cria-da há sete anos para apurar os contornos do envolvimento britânico na Guerra do Iraque, em 2003.
«A ação militar não era, na altura, o último recurso», afirma o documento, que critica duramente as decisões tomadas pelo ex-primeiro-ministro Tony Blair em relação à guerra, na qual morreram 179 soldados britânicos e dezenas de milhares de iraquianos.
Reagindo ao relatório, Blair afirmou esta quarta-feira, 6, em comunicado, ter agido no «melhor interesse» do Reino Unido. «O relatório devia pôr termo às alegações de má-fé, mentiras ou enganos. Quer se concorde ou discorde da minha decisão de uma ação militar contra Saddam Hussein, tomei-a de boa-fé e no que acredito ser o melhor interesse do país», afirma Blair, citado pela Lusa.
Admitindo que o documento contém «críticas sérias que exigem respostas sérias», Blair prometia responder ainda ontem às questões suscitadas e «assumir plena responsabilidade por quaisquer erros».
«Ao mesmo tempo direi por que razão, apesar de tudo, acredito que foi melhor afastar Saddam Hussein e por que razão não acredito que essa seja a causa do terrorismo que vemos hoje», afirmou.
Recorda-se que a «justificação» invocada para a invasão foi a alegada posse pelo regime iraquiano de armas de destruição maciça, nunca comprovada.